Alguns cuidados fundamentais de saúde

Estas são recomendações baseadas nas práticas do nosso canil, mas é claro que elas não dispensam uma boa conversa com sua/seu veterinária/o de confiança.

Imunização anual

No canil, adotamos a imunização polivalente e antirrábica, ambas aplicadas anualmente, depois de realizada a imunização inicial do filhote que recebe doses mensais da vacina polivalente a partir do 45º dia de vida até o quarto mês.

Consideramos essa a abordagem mais segura, de forma geral, tanto para os cães quanto para os humanos – o que não significa que seja a única, nem a melhor. É apenas a que escolhemos baseados em evidências e nas nossas necessidades práticas de organização e controle sanitário dos nossos cães.

Adotamos no canil a política sanitária de controle coletivo de doenças e de zoonoses e, por essa razão, achamos mais viável e mais seguro o protocolo tradicional que recomenda vacinação anual tanto da vacina polivalente (usamos a que combate as oito ou mais cepas recorrentes, V8 ou V10), quanto da antirrábica. Esse protocolo nos assegura também uma valiosa visita anual à/ao médica/o veterinária para certificarmo-nos de que tudo vai bem com a saúde dos nossos cães.

Ir à consulta veterinária anualmente é uma boa oportunidade para ter uma avaliação clínica com olhar profissional que assegure que seu cachorro esteja bem.

Controle de parasitas

O Distrito Federal e alguns outros estados brasileiros têm problemas endêmicos com algumas doenças transmitidas por parasitas (carrapatos e mosquitos, principalmente). Para isso, no canil, nossos cães usam a combinação de três métodos preventivos: 

  1. Vermifugação ampla (em geral, por causa do nosso método de criação, imunizamos a todos simultaneamente, família humana e cães – uma vez por ano costuma ser o suficiente, mas se houver suspeita de parasitose, é recomendável fazer uma consulta veterinária);
  2. Coleira repelente (há algumas opções disponíveis no mercado e é o único método comprovadamente[1] eficaz na prevenção de leishmaniose – ainda que esse risco nunca possa ser efetivamente eliminado, apenas prevenido);
  3. Mesmo com o uso das coleiras repelentes e, embora seguindo cuidadosamente o seu prazo de eficácia, usamos como coadjuvante algum outro repelente (tendemos a preferir os métodos transdermais (pour-on ou spray)[2] aos venenos de uso oral pela simples razão de que preferimos não fazer o cachorro ingerir veneno que vai ficar circulando em seu organismo por várias semanas. Achamos que, por mais que os métodos transdermais tenham também algum efeito sistêmico, ele não é comparável ao efeito no fígado, rins, e glândulas que os venenos ingeridos oralmente.

Observação:

Nenhuma dessas considerações substitui a consulta a um médico veterinário de confiança que, junto a você, pode orientar sobre as melhores práticas nos cuidados com o seu filhote.


[1] Por anos, estivemos tentando obter acesso às metodologias dos estudos relativos às vacinas contra leishmaniose, sem sucesso. Sob a justificativa de proteção ao desenho do estudo e à patente, a indústria farmacêutica resguarda os achados de uma análise científica ampla, o que nos impede de ter um conhecimento verificável. Sem avaliar esses estudos não podemos corroborar, portanto, com as informações quanto a sua eficácia ou ineficácia e, por essa razão, mantemos a conduta de prevenção por meio de repelente contra mosquitos. Sem acesso aos estudos, ficamos também impedidos de avaliar a relação entre os riscos para a saúde e benefícios do método. Atemo-nos assim ao que é seguro e que está consagrado na literatura nacional e internacional que é a prevenção por repelentes.

[2] Conhecemos as reservas de alguns colegas quanto ao uso indiscriminado dos inseticidas deltametrina e fipronil e seus efeitos ao meio ambiente, contudo, consideramos que não são comparáveis as doses utilizadas nos repelentes para cães e gatos às doses pulverizadas em larga escala na produção de grãos e criação de gados no país. Acreditamos que o uso de repelentes nos cães também se justifica dada a gravidade das zoonoses (erliquiose, babesiose, febre maculosa, leishmaniose entre outras) que tentamos assim evitar.

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