A alimentação apropriada aos dálmatas

As características da alimentação que usamos com todos os nossos cães ilê Ayó são: ração superpremium, livre de transgênicos, livre de corantes e livre de conservantes artificiais. São esses os critérios que usamos no canil desde a infância dos nossos cães, passando por toda a vida adulta – e só o alteramos em caso de prescrição veterinária específica. Mantemos essa conduta porque estamos cientes da incidência cada vez mais alta de doenças que podem estar relacionadas ao excesso de agrotóxicos[1] que são utilizados em larga escala na produção de alimentos[2], sobretudo transgênicos, no Brasil.

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Um aspecto importante em toda troca de ração é acompanhar a indicação do fabricante sobre a transição e fazê-la com cautela, aumentando progressivamente a porção da nova ração ao longo dos dias para evitar mal estar gastrointestinal que pode causar inclusive desinteria por alguns dias, se feita uma troca abrupta, até o organismo se adaptar à nova formulação de seu alimento. Para evitar todo esse transtorno e queda imunológica decorrente dele, basta seguir a recomendação para a transição. Por essa razão também pode ser interessante fazer uma boa escolha de ração e ater-se a ela.

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Há, no mercado, diversas marcas de alimentos para cães, a maior parte delas, de excelente qualidade. Além delas, há também opções de alimentação natural, ou seja, alimentação caseira ou artesanal para os cães. Contudo, caso opte por esta última forma de alimentação, recomendamos enfaticamente consultar nutricionista e/ou veterinária para as orientações adequadas à fisiologia do seu filhote e cão adulto, lembrando ao profissional escolhido a necessidade de cuidar de não sobrepesar com ácido úrico o metabolismo do seu filhote de dálmata. A necessidade dessa recomendação decorre do fato de ser essa uma questão de saúde estritamente relacionada à genética da raça que, de modo geral, é uma raça bastante saudável.

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A incidência de aumento de ácido úrico nos dálmatas é considerada expressiva segundo os registros relativos às características da raça e, embora nossos cães, matriz e padreador, tenham vindo de criadores responsáveis que, assim como nós, estiveram atentos na seleção voltada à saúde dos cães para a reprodução, tratam-se de tendências genéticas estabelecidas na raça há cerca de 500 anos[3], de forma que é um risco que não deve ser subestimado. Esse risco pode ser mitigado com uma dieta adequada acompanhada de bastante água potável e limpa e passeios frequentes que estimulem o cachorro a fazer xixi. Por essa razão, recomendamos o uso de uma alimentação cuja principal fonte proteica seja de carne branca (aves ou peixes) e que seja também leve quanto ao sódio e demais sais minerais. Quase todas as rações disponíveis no mercado brasileiro cumprem com esses critérios ou têm alguma apresentação alternativa que sirva. Recomendamos que sejam evitadas as rações com carga proteica elevada. Ainda que possam ser excelentes rações para todos os demais cães, para os dálmatas, são evitáveis.

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Os dálmatas são classificados no grupo dos cães farejadores, sendo assim, eles vieram na longa história e ainda são no presente muito utilizados para acompanhar e auxiliar a caça de aves e a pesca. Daí presumimos que carnes de aves (frango, pato) e proteínas oriundas da pesca são excelentes fontes para eles.


[1] Ver a respeito: (GUYTON, 2015) et al.

[2] Ver: (ZOBIOLE, 2011) et al.

[3] Dados extraídos de (VASILIDIS, 2020), Metzger & Distl, 2020.

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